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Tênis de mesa (Pingue-Pongue)

2 de mai. de 2025
6 min de leitura

Freitas; Barreto, 2024, p. 417
Freitas; Barreto, 2024, p. 417

O tênis de mesa, também conhecido como pingue-pongue, é um esporte de raquete que se consolidou como uma das modalidades mais populares e acessíveis do mundo. Sua origem remonta ao século XIX, na Inglaterra, onde surgiu como uma adaptação do tênis tradicional para ambientes fechados.


Ao longo do tempo, o esporte passou por significativas transformações em suas regras, materiais e organização competitiva, expandindo-se globalmente e tornando-se uma modalidade olímpica e paralímpica de destaque.


Este texto foi escrito especialmente aos meus alunos e minha alunas que, empolgados pela aquisição de uma mesa de Tênis de mesa/Pingue-Pongue, estão vivenciando, sempre que possível, essa modalidade divertida e cativante.


Origens e Consolidação do Tênis de Mesa


O tênis de mesa teve suas primeiras manifestações na Inglaterra, durante a segunda metade do século XIX, como um passatempo social praticado em ambientes internos, especialmente no inverno, quando as condições climáticas dificultavam a prática do tênis de campo. Inicialmente, os jogadores improvisavam equipamentos, utilizando livros como rede, bolas de cortiça ou borracha e raquetes feitas de madeira, papelão ou até mesmo tampas de caixas de charutos.


A padronização do jogo começou a tomar forma quando James Gibb, um ex-maratonista inglês, introduziu bolas de celuloide levadas dos Estados Unidos, as quais produziam um som característico ao serem rebatidas, originando o termo "pingue-pongue". A popularização do nome "Ping Pong" foi consolidada pela empresa J. Jaques and Son, que registrou a marca no final do século XIX, enquanto a Parker Brothers deteve os direitos nos Estados Unidos.


A organização do esporte em nível competitivo começou em 1901, com a criação da Ping-Pong Association, posteriormente substituída pela Table Tennis Association em 1922. Em 1926, foi fundada a International Table Tennis Federation (ITTF), responsável pela regulação e promoção do esporte em escala global.


Uma das maiores inovações técnicas ocorreu na década de 1950, com a introdução das raquetes com borracha esponjosa, que revolucionou o jogo ao permitir maior controle e efeito nas bolas.


O Tênis de Mesa no Brasil


No Brasil, o tênis de mesa foi introduzido por turistas e imigrantes ingleses por volta de 1905, mas somente em 1912 ocorreu o primeiro torneio organizado, em São Paulo, vencido pelo Vitória Ideal Clube. A prática inicialmente restringia-se a clubes e residências, sem uma estrutura formal até a década de 1940.


O eMuseu do Esporte possui uma exposição on-line sobre a história do Tênis de Mesa no Brasil, vale a pena conferir!


Em 1942, atletas do Rio de Janeiro e São Paulo, liderados por De Vicenzi, articularam a tradução das regras internacionais e a oficialização do esporte pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD). A participação brasileira no 3º Campeonato Sul-Americano, em 1947, marcou o início do intercâmbio internacional, fundamental para o desenvolvimento da modalidade no país.


A consolidação institucional ocorreu em 30 de maio de 1979, com a fundação da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), que passou a gerir o esporte de forma independente, impulsionando sua expansão e profissionalização.


Em 2025, mais especificamente no dia 20 de abril, Hugo Calderano, após ser campeão mundial de Tênis de Mesa, torna-se o primeiro atleta das américas a ganhar essa competição. Em sua maior conquista da carreira, Calderano superou os três melhores jogadores do ranking mundial: nas quartas de final, venceu o japonês Harimoto Tomokazu; na semifinal, derrotou Wang Chuqin; e, na decisão, triunfou sobre o então número 1 do mundo, Lin Shidong, por 4 sets a 1 (6-11, 11-7, 11-9, 11-4 e 11-5), consolidando um desempenho histórico.


O Tênis de Mesa como Esporte Paralímpico


O tênis de mesa paralímpico foi incluído no programa dos Jogos Paralímpicos em Roma (1960), inicialmente apenas para cadeirantes. A modalidade para atletas em pé foi introduzida em Toronto (1976), ano em que o Brasil fez sua estreia.


As regras paralímpicas são semelhantes às do tênis de mesa convencional, com adaptações, como, por exemplo, no jogo entre cadeirantes, o saque deve seguir uma trajetória específica.


Os atletas são classificados em 11 categorias, sendo cinco para cadeirantes (classes 1 a 5), cinco para andantes (classes 6 a 10) e uma para deficientes intelectuais (classe 11).


O Brasil obteve suas primeiras conquistas significativas em Pequim (2008), com a prata de Welder Knaf e Luiz Algacir. No Rio 2016, a delegação nacional alcançou quatro medalhas, incluindo prata e bronze individuais (Israel Stroh e Bruna Alexandre). Em Tóquio 2020, o país somou mais três pódios, destacando-se Bruna Alexandre (prata) e Cátia Oliveira (bronze).


Principais regras do Tênis de Mesa


Contagem de Pontos

As partidas são disputadas em sets de 11 pontos, e, em caso de empate em 10 a 10, vence quem abrir dois pontos de vantagem.


Nas modalidades de simples (individual) e duplas (incluindo mistas), a disputa segue o sistema melhor de sete sets (vencendo quem alcançar quatro primeiro), enquanto nas competições por equipes, adota-se o melhor de cinco sets (três sets para vencer a partida).


Os jogadores trocam de lado da mesa a cada set finalizado.


O Saque

Toda jogada inicia-se com o saque, que deve seguir regras específicas:


  • O sacador deve segurar a bola com a mão aberta, lançá-la verticalmente (mínimo de 15 cm) e golpeá-la de modo que toque primeiro em seu lado da mesa, passe sobre a rede e quique no lado adversário.

  • Se a bola tocar a rede antes de quicar no campo oposto ("let", ou o famoso "queimou"), o saque é repetido.

  • Um saque inválido (fora da mesa, sem quique no próprio lado ou executado incorretamente) concede o ponto ao adversário.

  • Após o saque, a bola deve ser rebatida alternadamente, com apenas um toque por jogador, sempre após o quique na mesa.


Rodízio nas Duplas

Nas partidas de duplas, os jogadores devem alternar as rebatidas (um saca, o outro recebe, e assim sucessivamente). O saque é sempre diagonal, partindo do lado direito do sacador em direção ao lado direito do receptor. A cada dois pontos, o direito de sacar passa para a outra dupla, com os jogadores trocando a ordem de recepção.


Marcação de Pontos

Um ponto é concedido quando:


  • A bola não é devolvida corretamente (quica duas vezes na mesa, vai para fora ou encosta na rede sem passar).

  • O adversário toca a bola com o corpo ou apoia a mão livre na mesa durante a jogada.

  • O adversário interfere no movimento da bola antes do quique em seu lado.


As Raquetes

A raquete de tênis de mesa pode variar em tamanho, forma e peso, mas deve ser composta por pelo menos 85% de madeira natural. Suas faces são revestidas com borracha, sendo obrigatoriamente preta de um lado e vermelha (ou outra cor contrastante) do outro. Essa distinção de cores permite que os jogadores e árbitros identifiquem qual lado está sendo usado durante as jogadas. Com o avanço tecnológico, as raquetes modernas proporcionam maior controle e velocidade, contribuindo para que a bola atinja mais de 150 km/h em rebatidas potentes.


Tipos de Empunhadura

A forma como o jogador segura a raquete define seu estilo de jogo, influenciando na precisão, força e velocidade das jogadas. Os dois principais tipos de empunhadura são:

Freitas; Barreto, 2024, p. 417
Freitas; Barreto, 2024, p. 417

  • Empunhadura Caneta (Penhold):

    • O jogador segura a raquete como se estivesse segurando uma caneta, com os dedos polegar e indicador posicionados na parte frontal do cabo e os demais dedos apoiados atrás. Nesse estilo, apenas um lado da raquete é utilizado para rebater a bola, o que proporciona maior agilidade e velocidade, sendo muito comum entre jogadores asiáticos.


Freitas; Barreto, 2024, p. 417
Freitas; Barreto, 2024, p. 417
  • Empunhadura Clássica (Shakehand):

    • A pegada é semelhante a um aperto de mão, com todos os dedos envolvendo o cabo, exceto o indicador, que fica estendido ao longo da borracha. Nessa técnica, ambos os lados da raquete podem ser usados, permitindo maior variedade de golpes e potência, sendo a preferida pela maioria dos jogadores ocidentais.


Essas diferenças na empunhadura permitem adaptações táticas e estilos de jogo distintos, tornando o tênis de mesa um esporte versátil e dinâmico.




O tênis de mesa passou por um processo de evolução contínua, desde suas origens como atividade recreativa até sua consolidação como esporte de alto rendimento e modalidade olímpica e paralímpica. No Brasil, sua trajetória foi marcada por períodos de crescimento e estagnação, mas a fundação da CBTM e os recentes resultados em competições internacionais demonstram seu potencial de desenvolvimento. Como esporte paralímpico, o tênis de mesa destaca-se pela inclusão e adaptabilidade, consolidando-se como uma das modalidades mais dinâmicas e acessíveis do mundo.



Referências:


FREITAS, Armando; BARRETO, Marcelo. Almanaque Olímpico. Comitê Olímpico do Brasil, 2024.

HISTÓRIA DO TÊNIS DE MESA. Disponível em: https://www.cbtm.org.br/conteudo/detalhe/5

HISTÓRICO DO BRASIL: Disponível em: https://www.cbtm.org.br/conteudo/detalhe/3

TÊNIS DE MESA. Disponível em: https://cpb.org.br/modalidades/tenis-de-mesa/

THE HISTORY AND EVOLUTION OF TABLE TENNIS. Disponível em: https://us.cornilleau.com/content/71-the-history-of-table-tennis

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1 comentário


Anna Favorskaya
Anna Favorskaya
17 de out.

Uma coisa que considero interessante é como a mesma marca pode aparecer com expressões diferentes nos mecanismos de busca. No caso da Bet365 bet jogo, termos relacionados ao esporte podem direcionar para páginas com conteúdos bastante distintos. Eu não presumiria que todos pertencem à empresa original. Primeiro, verificaria o domínio e procuraria referências oficiais. Depois, leria as condições de utilização e confirmaria se o serviço está autorizado onde vivo. Essa etapa pode parecer simples, mas ajuda a evitar confusões. Minha avaliação é que o nome conhecido pode servir como ponto de partida para a pesquisa, mas a confirmação dos detalhes é sempre responsabilidade de quem consulta.

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