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Rola-rola

No universo circense, o rola-rola, também conhecido como "rola-bola" ou "tábua de equilíbrio", se destaca como uma das modalidades mais antigas e tradicionais. 


Segundo Bortoleto (2008), pesquisadores e historiadores acreditam que sua origem esteja nos primórdios das práticas circenses, quando artistas realizavam equilíbrios em pranchas sobre esferas rígidas, similares a bolas de futebol. Com o tempo, a esfera foi substituída por cilindros rígidos, que limitam o desequilíbrio para os lados.


O rola-rola, de forma simples e direta, consiste em um cilindro (rolo) que serve de base para uma prancha - geralmente de madeira -, onde os artistas desafiam a gravidade com acrobacias que exigem controle corporal impecável em um ambiente instável. Esse "aparelho", que na verdade representa o espaço de atuação, gera situações motoras de equilíbrio instável (Bortoleto, 2008).


Manter-se sobre o rola-rola, composto por rolo e prancha, é um verdadeiro desafio que exige domínio do equilíbrio e maestria corporal, transformando-se em um labirinto de habilidades para os artistas circenses.



Como construir um "Rola-Rola"?

Conforme Bortoleto (2004), uma das principais vantagens dessa modalidade circense reside na facilidade de construção do material e no seu baixo custo.


O cilindro, denominado neste contexto como “rolo” (roller em inglês; rulo em espanhol), é usualmente fabricado com material plástico ou metálico, podendo também ser produzido em madeira (por exemplo, um cabo de vassoura ou “pau de macarrão”). É fundamental que esse material seja simultaneamente leve e resistente, de modo a não sofrer deformação em sua forma cilíndrica sob o peso dos usuários.


Comumente, empregam-se tubos de PVC utilizados em instalações elétricas ou na construção civil, com diâmetro entre 15 e 20 cm e espessura de parede de 1 a 1,2 cm. Para evitar o escorregamento excessivo sobre superfícies lisas, o cilindro deve ser revestido com uma capa ou com faixas paralelas de lixa ou borracha.


Quanto à prancha ou tábua (board em inglês; tabla em espanhol), esta é normalmente confeccionada em madeira compensada de 12 ou 15 mm de espessura, com dimensões aproximadas de 30 cm de largura por 60 a 70 cm de comprimento. Na face inferior – área de contato com o cilindro – recomenda-se, especialmente para iniciantes, o revestimento com uma lâmina fina de borracha ou carpete de 0,2 a 0,3 mm de espessura. Esse revestimento tem por finalidade controlar o deslizamento (gerando maior atrito e, consequentemente, movimentos mais lentos) e oferecer maior segurança.


Em ambas as extremidades da prancha (também na parte inferior), é imprescindível a fixação dos “freios”: duas placas do mesmo material da prancha, medindo 5 cm × 30 cm, pregadas ou coladas a 5 cm de cada borda. Esses freios são fundamentais para prevenir quedas ou acidentes graves.


Por fim, na face superior da prancha, costuma-se aplicar material antideslizante, sobretudo nas regiões de apoio habitual dos pés.




Referências:


BORTOLETO, Marco Antonio Coelho. Rola-Bola. In.: BORTOLETO, Marco Antonio Coelho (Orgs.). Introdução à pedagogia das atividades circenses. Jundiaí, SP: Fontoura, 2008.


BORTOLETO, Marco Antonio Coelho. Rola-bola: iniciação. Movimento & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, v. 5, n. 6, 2004.

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