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Diabolô

Atualizado: há 5 dias

O Diabolô (também conhecido como Io-iô chinês) é um objeto circense, presente na cultura humana há milhares de anos. Segundo Holland (1994), o Diabolô pertence ao mesmo grupo do pião e do iô-iô. Acredita-se que sua origem é chinesa e que, em tempos remotos, eram tradicionalmente feitos de bambu.


Diabolo (1930-1940, Governo de Aragão-ESP)
Diabolo (1930-1940, Governo de Aragão-ESP)

Segundo o Le Musée Du Diabolo (O Museu do Diabolô), na China Antiga o Diabolô recebia os seguintes nomes: Kong-zhu, Tjouk-Pan-Oul, ou Cha-Ling, dependendo do tempo e da região, embora o mais recorrente e usado pelos ocidentais é o Kuden-Gen, presente em uma das primeiras descrições ocidentais, realizada pelo Padre Amyot em 1792:


Este chocalho barulhento consiste em dois cilindros ocos de metal, madeira ou bambu, unidos no meio por um travessa. Cada uma das cavidades é perfurada com um buraco em direções opostas. A corda faz um laço ao redor da cruz. Ao suspender esse chocalho no ar e sacudi-lo com velocidade, há um ar rápido em cada uma das porções do cilindro, e ouve-se um ronco semelhante ao produzido pelo pião alemão (Le Musée du Diabolo, s.d., tradução nossa).
Diabolô Chinês antigo (Le Musée du Diabolo)
Diabolô Chinês antigo (Le Musée du Diabolo)

Por sua vez, o termo diabolô é moderno, derivado do grego dia bolo (arremesso através).

Patente registrada por Gustave Philippart, em 1 de agosto de 1905, chamando-o de “double top for games” e “diable”
Patente registrada por Gustave Philippart, em 1 de agosto de 1905, chamando-o de “double top for games” e “diable”

No século 19, viajantes franceses e britânicos introduziram o diabolô na Europa, onde recebeu o apelido de "diabo em duas varas". Adaptações surgiram, com versões em metal e madeira, e até mesmo um jogo de tênis peculiar entre aristocratas vitorianos.


O Le Musée Du Diabolo apresenta que a chegada do Kusen-Gen à Europa está ligada aos missionários de Pequim: por volta do ano de 1793, Lorde Macartney introuz o Kusen-Gen na Europa.


Em 1905, o francês Gustave Phillippart revolucionou o Diabolô com seu design moderno: cones de borracha em cada extremidade, proporcionando maior durabilidade em comparação aos modelos tradicionais de madeira e bambu. Essa inovação foi reintroduzida na China e em Taiwan no final do século 20, tornando-se o padrão até hoje.


Outro importante personagem para a difusão do Diabolô na modernidade foi C. B. Fry (1872 – 1956), responsável por escrever alguns artigos sobre o equipamento. Dois desses artigos estão disponíveis abaixo: The Devil Game: Diabolo - a very old and a very new exercise of skill and address, worth Knowing (O jogo do diabo: Diabolo - um exercício de habilidade e destreza, muito antigo e muito novo, que vale a pena conhecer) e The Modern Game of Diabolo (o jogo moderno do Diabolô).




A partir da década de 1950, o uso da borracha se multiplicou e possibilitou a construção do Diabolô com um material flexível, deixando-o mais resistente e maleável.


Sobolieva (2017) descreve o Diabolô como sendo:


[...] semelhante ao ioiô, só que muito maior em tamanho, e a corda sendo fixada nele por meio de varetas. O malabarista, tendo o brinquedo desenrolado na medida do possível, prende-o num fio, fazendo com que o diabolô deslize no fio. Do lado de fora, parece que Diabolô rola sobre o corpo de um malabarista, então os espectadores que assistem ao jogo costumam exclamar: “Como? Como é possível?" (Sobolieva, 2017, p. 4, tradução nossa)

De forma bastante simples, sua estrutura é feita de um eixo metálico, responsável por ligar duas copas (geralmente confeccionadas por plástico ou borracha), formando uma estrutura semelhante a uma ampulheta, com as extremidades abertas; e duas varetas, ligadas a uma corda, responsável por manter o Diabolô girando.




Um dos principais objetivos do Diabolô é fazê-lo girar na corda usando apenas as duas varetas, depois jogá-lo para o alto e pegá-lo novamente com a corda. A partir disso, há uma variedade de truques e movimentos que podem ser executados com um ou mais participantes.



Abaixo eu preparei, para você, um passo a passo para começar no malabarismo com o Diabolô:




Referências:


International Jugglers' Association. C.B. Fry, Gustave Philippart, And The Origins Of Modern Diabolo, 2016. Disponível em: https://www.juggle.org/c-b-fry-gustave-philippart-and-the-origins-of-modern-diabolo/


LE MUSÉE DU DIABOLO. Histoire du diabolo / History of the diabolo. Disponível em: https://www.museediabolo.fr/Histoire_History.X.htm


PIERRET, Priam. Anthologie du diabolo. In.: Diabolo Show, 2017. Disponível em: https://www.diaboloshow.com/anthologie-diabolo/


SOBOLIEVA, O. History And Stage Method Of Juggling With Hula Hoops. Innovative Solution in Modern Science, v. 2, n. 11, 2017. Disponível em: https://naukajournal.org/index.php/ISMSD/article/view/1134

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